O adulto é um adolescente adulterado.
Rorré
frase 998
Se cabe aos filósofos fazer perguntas para entender o mundo, então a nós nos cabe questioná-los para os entender.
Rorré
Rorré
E como já cheira a Natal...
Feito para o Ensemble 2007, IASD Cascais, Lisboa e Santarém.
Sentido do Natal
Natal de alto e custoso porte,
Que me livrou de estar cativo
Ao comprar a minha morte.
Natal que ganhou outro motivo,
Quando na cruz venceu o mal
Aquele que ressurgiu e está vivo!
Ao vê-lO já na pátria celestial
Compreenderei a minha salvação,
Compreenderei o sentido do Natal.
Karau_Timur, Natal de 2007
Natal de alto e custoso porte,
Que me livrou de estar cativo
Ao comprar a minha morte.
Natal que ganhou outro motivo,
Quando na cruz venceu o mal
Aquele que ressurgiu e está vivo!
Ao vê-lO já na pátria celestial
Compreenderei a minha salvação,
Compreenderei o sentido do Natal.
Karau_Timur, Natal de 2007

Diz-se por aí que se queremos controlar o nosso pior inimigo, devemos controlar a nossa língua...
O teu pior inimigo
Enquanto o teu mundo gira,
Chegas a encher o teu umbigo
Com o amargo vinho da tua ira.
Precisas encontrar esse inimigo.
Rotulá-lo, talvez isso te agrade,
Mas não vês que ele vive contigo.
Cega, não frequentas a verdade.
Ele está em ti e não na rua!
É ele quem profere falsidade.
Mísera, carregas a culpa que é tua
E continuas encoberta nos enredos.
São eles que te deixam ficar nua!
Tonta, tropeças nos teus medos,
Pontapeias a tua consciência,
Para calar e abrigar esses segredos.
Mais valor adquire a prudência
Quando controlamos a língua,
O pior inimigo da nossa existência.
Karau_Timur, 2004.
Descansa em pazzzzzzzzzzzzzzz

Na noite solitária e fria
Alguém chora baixinho.
Perde energia e alegria.
No seu vazio aposento,
Chora sempre sozinho
E já quase sem alento.
Alguém lhe tirou vida,
Da sua frágil essência.
A triste alma escurece,
O coração aperta-lhe
E o corpo já padece.
É à noite que chora
E os seus cabelos
Branqueiam com o luar.
Perde energia, perde alegria
Quando o crepúsculo
Cobre a luz do dia.
Secaram as lágrimas,
Secou a alma e o corpo.
Já não chora à noite.
Agora, encontrou outra paz,
Outro descanso e vida
E à noite não mais jaz.
Karau_Timur, 2005.
Alguém chora baixinho.
Perde energia e alegria.
No seu vazio aposento,
Chora sempre sozinho
E já quase sem alento.
Alguém lhe tirou vida,
Da sua frágil essência.
A triste alma escurece,
O coração aperta-lhe
E o corpo já padece.
É à noite que chora
E os seus cabelos
Branqueiam com o luar.
Perde energia, perde alegria
Quando o crepúsculo
Cobre a luz do dia.
Secaram as lágrimas,
Secou a alma e o corpo.
Já não chora à noite.
Agora, encontrou outra paz,
Outro descanso e vida
E à noite não mais jaz.
Karau_Timur, 2005.
Minha Fonte

Um percurso pela montanha até lá chegar.
Encontrar a fonte de paz e saciar-me.
Minha Fonte
Subindo o alto monte
Descobri a tua existência,
Encontrei a minha fonte.
Agora em ti minh’alma,
Respira e transpira calma.
Ali se congregam povos
Sedentos da tua palavra.
Corações velhos e novos.
Não a outros amos!
Só em ti confiamos!
Dá-me também de beber
Dessa samaritana fonte
A tua paz e o teu querer.
Minha essência vou ceder,
Ao autor de todo o ser.
Karau_Timur, 2007
Encontrar a fonte de paz e saciar-me.
Minha Fonte
Subindo o alto monte
Descobri a tua existência,
Encontrei a minha fonte.
Agora em ti minh’alma,
Respira e transpira calma.
Ali se congregam povos
Sedentos da tua palavra.
Corações velhos e novos.
Não a outros amos!
Só em ti confiamos!
Dá-me também de beber
Dessa samaritana fonte
A tua paz e o teu querer.
Minha essência vou ceder,
Ao autor de todo o ser.
Karau_Timur, 2007
Atlântico

Feito para abertura e fecho do programa cultural, de férias, "Oceano Atlântico"
numa rádio local de Boston, USA.
Atlântico
É com as ondas,
É com as vagas
Que sondas e tragas
O que me vai no coração.
É com a correnteza,
É com as brisas
Que com destreza alisas
O que escreve a minha mão.
É no sal,
É nas águas
Que o vendaval de mágoas
Mostra a tua imensa solidão.
É nos areais
É nos rochedos
Que o cais dos segredos
Ampara a tua undosa agitação.
Mas é na calmaria,
É no cântico
Que a maresia do Atlântico
Se torna nosso chão.
Karau_Timur, Boston, Junho de 2008
Luz da noite

Fala do lado nocturno, daqueles que se alimentam dos outros, ou que brilham com a luz dos outros.
Mas é à noite que o fazem, julgando ter maior protecção e, portanto, é à noite que carregam essa cruz.
Luz da noite
Luz da noite!
O que escondes,
Diz-me por onde trilhas?
Luz da noite
Vive só, mas refém
E não tem quem o acoite.
Luz da noite, lua.
Lua nossa,
Minha e tua.
Luz da noite!
Que revelas,
Diz-me para quem brilhas?
Luz da noite
É fraca e triste
E não existe quem o afoite.
Luz da noite, lua.
Lua nossa,
Minha e tua.
Luz da noite!
O que conténs,
De que te maravilhas?
Luz da noite
Não produz luz,
E carrega sua cruz à noite.
Luz da noite, lua.
Lua nossa,
Minha e tua.
Karau_Timur, Almeria, 02-04-2006
Mariposa

Uma história vivida no tempo, diria, de amor!
Mariposa
Eu tive um nebuloso sonho
Que até então não mais esqueci.
Caminhava alegre e tu pousada
no meu ombro quando te perdi.
Levava comigo uma carta fechada,
Uma flauta e pétalas de rosa.
Mas quando veio o vento
Levou tudo, levou a minha mariposa.
Já não te posso ler
O que me vai no coração
Porque veio o vento
E tirou-me a carta da mão.
Já não sigo o cântico dos pássaros
Nem acompanho a minha pauta,
Porque veio o vento
E saqueou-me dos punhos a flauta.
Já não posso cheirar as pétalas
Que tinha entre os dedos
Porque veio o vento
E levou-as com os meus segredos.
Quando veio aquele vento,
Ainda te encontravas em mim.
E quando, apressadamente, partiu,
Deixei de saber o teu fim.
Enquanto tiver este coração,
Que o amor não mais se apague.
Se estes tristes olhos jamais te verem,
Talvez o tempo a dor esmague.
Ouve! No silêncio, grito baixinho
Que ainda te quero.
Aos ventos, grito bem alto
Que te amo e ainda te espero.
Karau_Timur, Almeria, 28 Março, 2006
Eu tive um nebuloso sonho
Que até então não mais esqueci.
Caminhava alegre e tu pousada
no meu ombro quando te perdi.
Levava comigo uma carta fechada,
Uma flauta e pétalas de rosa.
Mas quando veio o vento
Levou tudo, levou a minha mariposa.
Já não te posso ler
O que me vai no coração
Porque veio o vento
E tirou-me a carta da mão.
Já não sigo o cântico dos pássaros
Nem acompanho a minha pauta,
Porque veio o vento
E saqueou-me dos punhos a flauta.
Já não posso cheirar as pétalas
Que tinha entre os dedos
Porque veio o vento
E levou-as com os meus segredos.
Quando veio aquele vento,
Ainda te encontravas em mim.
E quando, apressadamente, partiu,
Deixei de saber o teu fim.
Enquanto tiver este coração,
Que o amor não mais se apague.
Se estes tristes olhos jamais te verem,
Talvez o tempo a dor esmague.
Ouve! No silêncio, grito baixinho
Que ainda te quero.
Aos ventos, grito bem alto
Que te amo e ainda te espero.
Karau_Timur, Almeria, 28 Março, 2006
Deitado em teus braços
Uma história que, embora parecendo,
nunca chegou a ser estória.
Deitado em teus braços
Deitado em teus braços
Brilhavam tão reluzentes
Naquele dia os teus sois
Que, cegando os meus,
Não via o destino dos dois.
Já abrigado na tua sombra,
Via-me num verde monte
Por entre muitas árvores
Que me cobriam a fronte.
Fitei o teu fino tronco,
Bailando ao som do vento.
Volúvel, ele se adaptava
A todo o meu movimento.
Os teus ramos eram longos
E a tua folhagem densa.
Davas-me guarida e sombra
Que às outras mais intensa.
Traída outra vez a vontade,
E naqueles ramos envolvido
Fecharam-se de novo os sois
Para neles ficar adormecido.
Toda a tarde naquele verde.
Toda a tarde de ti cativo
Num madeiro de carne e osso,
Naquele tronco fino e vivo.
Acordei e quis libertar-me.
Mas preso nos teus ramos
Se me apertou o coração
E naquele abraço ali ficamos.
Era noite e ainda lá estava.
Sentia-me quase a sufocar.
A tua folhagem me cegava
E nada via mais que o luar.
Depois de me deixar vencer
E tirares a minha semente,
Parti errante no escuro,
Qual fraco e perdido ente.
O arrependimento de ali estar
Limpou a minha consciência.
Contudo, não foi suficiente
Para limpar a consequência.
Hoje, ao longe, vejo o verde.
Aquele verde e fresco manto
Onde estava a frondosa árvore
Que me causou grande espanto.
Brotou então a minha semente.
Corre agora a minha seiva nela.
Cresce no meio daquele verde,
Cresce verde, cresce junto dela.
Na linha do tempo me achei
Perdido nos teus longos laços.
Perdi-me para me encontrar
Assim deitado em teus braços.
Karau_Timur, 2007
Naquele dia os teus sois
Que, cegando os meus,
Não via o destino dos dois.
Já abrigado na tua sombra,
Via-me num verde monte
Por entre muitas árvores
Que me cobriam a fronte.
Fitei o teu fino tronco,
Bailando ao som do vento.
Volúvel, ele se adaptava
A todo o meu movimento.
Os teus ramos eram longos
E a tua folhagem densa.
Davas-me guarida e sombra
Que às outras mais intensa.
Traída outra vez a vontade,
E naqueles ramos envolvido
Fecharam-se de novo os sois
Para neles ficar adormecido.
Toda a tarde naquele verde.
Toda a tarde de ti cativo
Num madeiro de carne e osso,
Naquele tronco fino e vivo.
Acordei e quis libertar-me.
Mas preso nos teus ramos
Se me apertou o coração
E naquele abraço ali ficamos.
Era noite e ainda lá estava.
Sentia-me quase a sufocar.
A tua folhagem me cegava
E nada via mais que o luar.
Depois de me deixar vencer
E tirares a minha semente,
Parti errante no escuro,
Qual fraco e perdido ente.
O arrependimento de ali estar
Limpou a minha consciência.
Contudo, não foi suficiente
Para limpar a consequência.
Hoje, ao longe, vejo o verde.
Aquele verde e fresco manto
Onde estava a frondosa árvore
Que me causou grande espanto.
Brotou então a minha semente.
Corre agora a minha seiva nela.
Cresce no meio daquele verde,
Cresce verde, cresce junto dela.
Na linha do tempo me achei
Perdido nos teus longos laços.
Perdi-me para me encontrar
Assim deitado em teus braços.
Karau_Timur, 2007
Sexto Sentido

Apenas acontece com algumas mulheres, poucas, creio.
1, 2, 3, 4, 5 e... 6.
1, 2, 3, 4, 5 e... 6.
Sexto Sentido
Quando te vi pela primeira vez
Soou-me uma melodia branda.
Meus olhos fitaram tua beleza,
Mas não o coração e a perdição.
Ouvir tua voz despertou cegamente
Em mim a tua imagem de mulher.
Mais tarde os ruídos eram outros,
Gemidos de amor, gritos de dor.
O vento trazia vestido o teu perfume,
Para saciar a minha sede de te ter.
Tal como apareceu esse doce aroma,
Assim findou a dança da confiança.
Ao tocar a tua pele macia,
Uma fragrância a flor silvestre.
Em pouco tempo nos pressentimos
E vivemos algo de mágico e trágico.
Da tua boca brotavam favos
De mel que saboreei ao beijar-te.
E em meu sangue carregava já
Esse veneno, açúcar moreno.
Não foram olhos, ouvidos ou aroma,
Nem mãos ou lábios que me tiraram vida.
Foram apenas instrumentos de algo teu
Conhecido e definido como sexto sentido.
Karau_Timur, Almeria, 28-02-2006
Quando te vi pela primeira vez
Soou-me uma melodia branda.
Meus olhos fitaram tua beleza,
Mas não o coração e a perdição.
Ouvir tua voz despertou cegamente
Em mim a tua imagem de mulher.
Mais tarde os ruídos eram outros,
Gemidos de amor, gritos de dor.
O vento trazia vestido o teu perfume,
Para saciar a minha sede de te ter.
Tal como apareceu esse doce aroma,
Assim findou a dança da confiança.
Ao tocar a tua pele macia,
Uma fragrância a flor silvestre.
Em pouco tempo nos pressentimos
E vivemos algo de mágico e trágico.
Da tua boca brotavam favos
De mel que saboreei ao beijar-te.
E em meu sangue carregava já
Esse veneno, açúcar moreno.
Não foram olhos, ouvidos ou aroma,
Nem mãos ou lábios que me tiraram vida.
Foram apenas instrumentos de algo teu
Conhecido e definido como sexto sentido.
Karau_Timur, Almeria, 28-02-2006
O Deus Presente

Mesmo tendo aquelas nuvens como barreira, Ele não deixar de existir, brilhar.
O Deus Presente
O céu se fecha e escurece
Quando chega o temporal.
Finda-se o dia e anoitece
E a luz perde o seu sinal.
Mas o astro-mor
Nunca deixa de brilhar.
Mesmo havendo negror,
Sua luz vai perdurar.
Se a dúvida te assalta
E bradas aos céus:
Algo me falta,
Onde está Deus?
Assim como o sol radiante,
Ele está sempre aqui.
Sua presença é constante,
Ele só espera por ti.
Karau_Timur, 2007
Coração Alado

Outras criações têm o mesmo título, mas não o devo mudar outra vez (antes era Voar), pois é o meu coração que voa.
Sozinho ou acompanhado, ele voa...
Sozinho ou acompanhado, ele voa...
Coração Alado
A vida é como os pássaros quando solto o coração.
Perde-se ao longe no horizonte de uma tarde.
Também quero me perder e voar para bem longe
Na esperança de te ter noutro lugar que não aqui.
Gostava também de te ver voar nesse dia,
Ver os teus pés no ar e coração na terra.
Gostava de ver teus lábios preenchidos,
Teu sorriso contido, mas de alegria farta.
Sentar a teu lado e tua presença consentida
Num prolongado jogo de forças, dissimulado.
Num prolongado jogo de forças, dissimulado.
Momentos de arrebatamento, de leveza.
Um abraço forte, um beijo conseguido!
Um abraço forte, um beijo conseguido!
Contudo, habitamos ainda na terra
E nesta vida não conseguimos voar juntos.
E nesta vida não conseguimos voar juntos.
A teu lado subi apenas um monte, por onde
Passavam pássaros ao sabor do vento.
Passavam pássaros ao sabor do vento.
Mais uma vez solto o meu coração alado
E ele agora abre as asas e voa para longe.
Breves, mas intensos e eternos instantes.
Tão longe e ao mesmo tempo tão perto...
Karau_Timur, 23-04-2008
Enclausurado em Ti

Esperar, esperar, esperar...
Considerando o Amor (refiro-me ao humano) como um processo e não um estado, reconheço que pode ser trabalhado para melhor ou pior e ser também conservado.
Já sob um escopo que extravaza essa sua intrínseca dinámica como processo, registo, no entanto, que quando falamos de Amor como um todo, parece-me que ele não é sincrónico em relação à evolução dos acontecimentos ao longo tempo, não é dinámico nessa perspectiva.
Estamos na era em que tudo é imediato, do crédito imediato, do carro com chave na mão, da pronta resposta que exigimos que o PC dê em menos de 2 segundos, etc.
Felizmente que o Amor foge às tendências temporais, constituindo-se assim como um dos poucos instrumentos ao nosso alcance para "domesticar" a espera, neste mundo do imediato.
Esperar, esperar, esperar... até chegar esse dia!

Enclausurado em ti
A porta está fechada.
À janela espero ver-te passar,

Considerando o Amor (refiro-me ao humano) como um processo e não um estado, reconheço que pode ser trabalhado para melhor ou pior e ser também conservado.
Já sob um escopo que extravaza essa sua intrínseca dinámica como processo, registo, no entanto, que quando falamos de Amor como um todo, parece-me que ele não é sincrónico em relação à evolução dos acontecimentos ao longo tempo, não é dinámico nessa perspectiva.
Estamos na era em que tudo é imediato, do crédito imediato, do carro com chave na mão, da pronta resposta que exigimos que o PC dê em menos de 2 segundos, etc.
Felizmente que o Amor foge às tendências temporais, constituindo-se assim como um dos poucos instrumentos ao nosso alcance para "domesticar" a espera, neste mundo do imediato.
Esperar, esperar, esperar... até chegar esse dia!

Enclausurado em ti
A porta está fechada.
À janela espero ver-te passar,
À janela espero-te.
De madrugada entra o frio
Pela janela
E tu somente passas.
De dia entra o sol
Pela janela,
Mas tu não o fazes.
À tarde entra a brisa
Pela janela
E tu ficas de fora.
À noite entra a lua
Pela janela
E tu não apareces.
Entram pela janela.
Contudo, a porta
Será a tua entrada.
Vejo-te passar e espero
Enclausurado em ti,
Por ti e para ti.
Karau_Timur, 2004
De madrugada entra o frio
Pela janela
E tu somente passas.
De dia entra o sol
Pela janela,
Mas tu não o fazes.
À tarde entra a brisa
Pela janela
E tu ficas de fora.
À noite entra a lua
Pela janela
E tu não apareces.
Entram pela janela.
Contudo, a porta
Será a tua entrada.
Vejo-te passar e espero
Enclausurado em ti,
Por ti e para ti.
Karau_Timur, 2004

Descer para Elevar

Uma simples oração.
Que cada um reconheça Cristo como exemplo máximo de humildade e serviço ao próximo.
Que cada um reconheça Cristo como exemplo máximo de humildade e serviço ao próximo.
DESCER PARA ELEVAR
(Se Cristo teve que descer a esta terra para me elevar,
então prostrado, que se eleve a Ti esta minha oração
e que eu desça ainda mais até onde Cristo andou.)
I
Cristo veio, desceu.
Entre nós ele viveu,
Longe do Pai.
Desceu as ruas
Dos necessitados
Abatidos, fracos
E abandonados
Que vivem na solidão.
Cristo veio ensinar
O caminho da Salvação:
Descer para elevar.
II
Tantas vezes vivo
Lá no alto, mas cativo,
Longe de Deus.
Tenho que descer,
Deixar o meu mundo.
Ser humilde e manso,
Ir até ao fundo
E estender a minha mão.
Cristo veio ensinar
O caminho da salvação:
Descer para elevar.
Karau_Timur, Março 2008.
(Se Cristo teve que descer a esta terra para me elevar,
então prostrado, que se eleve a Ti esta minha oração
e que eu desça ainda mais até onde Cristo andou.)
I
Cristo veio, desceu.
Entre nós ele viveu,
Longe do Pai.
Desceu as ruas
Dos necessitados
Abatidos, fracos
E abandonados
Que vivem na solidão.
Cristo veio ensinar
O caminho da Salvação:
Descer para elevar.
II
Tantas vezes vivo
Lá no alto, mas cativo,
Longe de Deus.
Tenho que descer,
Deixar o meu mundo.
Ser humilde e manso,
Ir até ao fundo
E estender a minha mão.
Cristo veio ensinar
O caminho da salvação:
Descer para elevar.
Karau_Timur, Março 2008.
Sic transit gloria mundi

O lado efémero da escrita e não só.
Sic transit gloria mundi
Vazio no papel,
Tinta e letras.
Jogo de palavras,
Verdades e tretas.
Homens de barro e ferro,
Simples, ilustres e eloquentes.
Gente de todos os cantos,
Versados, alucinados e doentes.
Todos procuram em ti
Escrever a cor da alma,
Pintar na tempestade
Um pedaço de calma.
Discorrer sobre filosofias,
Acreditar na existência.
Explicar o metafísico,
Aceitar a essência.
Alguns, se encontram
Nesse infindo mundo.
Outros, nele se perdem
E batem lá no fundo.
Aplausos, louvor e fama.
Palcos, honra e glória.
Coroas de flores, extinção,
Nomes esculpidos na história.
Letras vazias em papel vazio.
Não há eclipsados e mediáticos.
Só restam letras, e os corpos
Dormem sobre lençóis freáticos.
Karau_Timur, Almeria, 2006
Sic transit gloria mundi
Vazio no papel,
Tinta e letras.
Jogo de palavras,
Verdades e tretas.
Homens de barro e ferro,
Simples, ilustres e eloquentes.
Gente de todos os cantos,
Versados, alucinados e doentes.
Todos procuram em ti
Escrever a cor da alma,
Pintar na tempestade
Um pedaço de calma.
Discorrer sobre filosofias,
Acreditar na existência.
Explicar o metafísico,
Aceitar a essência.
Alguns, se encontram
Nesse infindo mundo.
Outros, nele se perdem
E batem lá no fundo.
Aplausos, louvor e fama.
Palcos, honra e glória.
Coroas de flores, extinção,
Nomes esculpidos na história.
Letras vazias em papel vazio.
Não há eclipsados e mediáticos.
Só restam letras, e os corpos
Dormem sobre lençóis freáticos.
Karau_Timur, Almeria, 2006

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